quarta-feira, junho 21, 2006

Sorvendo a vida como se pode



Feita de infinitos

Deixa-me escalar ao fundo do poço
onde guardas as tuas emoções,
beber da sua límpida água
que é fonte da eterna juventude,
deixa-me povoar os teus desertos
de solidões momentaneas
e ler em cada grão de areia
as memórias que te fizeram crescer.

Deixa-me ser as nuvens do teu céu
que te permitem admirar a beleza
nos raios de sol que as trespassam,
deixa-me ser tudo no meio do “nada”
onde fazes as tuas descobertas,
ser a voz que te leva às conquistas
ou o choro que de noite te acalma.

Concede-me o privilégio de te ter
como aquilo que realmente és:
mulher de corpo inteiro,
feita de infinitos que acabam
onde os olhos se perdem... ao te ver.

.....................(Nelson Gonçalves, 21/6/2006)




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