sábado, novembro 17, 2007

Mundo de espelhos


Às vezes só apetece é morrer, fugir para bem longe ou desaparecer na beira de uma falésia, para nunca mais ser visto.
Chega a ser hilariante como a vida é feita de infindáveis coincidências e desencontros. Acabo sempre por me sentir atraído por quem não sente o mínimo de química que seja por mim, quanto mais pedir sentimentos para além disso.
Invariavelmente, uma e outra vez… chega a ser hilariante…e a mim não me dá vontade nenhuma de rir.

Este sou eu,
figura miserabilista do quotidiano
que tenta perder-se nas multidões.
Amontoado de remendos gastos,
dispostos sem razão e sem sentido,
sem utilidade e sem sabor.
Este sou eu,
resíduo tóxico de sentimentos,
lixo ambulante de ideias inúteis,
le imagens invisíveis e incolores.
Este sou eu,
ser patético que ri sozinho,
na solidão que me é inerente.
Vazio de silêncios,
oco de emoções.
Este sou eu,
pedaço infindável de nadas.




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