sábado, julho 29, 2006

Segue dentro de momentos... talvez


"Nunca entrei num tribunal, mas imagino-me como se estivesse a ser julgado e estivesse à espera do veredicto.
Tentei esconder o melhor que pude, tentei que ninguém reparasse, mas quando era interrogado não menti e acabei por confessar. Talvez não o tenha feito da melhor maneira mas confessei o “crime”.
Não acho que seja nenhum “crime”, pode acontecer a qualquer um e não se escolhe este “crime”. É-se escolhido por alguma coisa superior a nós, e que nos faz agir assim.
Quando confessei esperava um veredicto mais rápido, mais espontâneo e de reacção, mas nada disso. Nem um sinal. E fiquei preocupado, não nego, que a confissão não tivesse chegado ao destino, ou que a mensagem não tivesse sido feita de maneira a se perceber o seu conteudo. Estava pronto a confessar o "crime" de novo, mas desta vez já de outra forma, mais directa. Afinal de contas este "julgamento" até era desejado, pelo menos por mim.
O veredicto já eu sei... sou culpado, disso acho que não há muito que duvidar. A pena que me espera é que não sei, ainda, mas até desconfio. "




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