terça-feira, junho 09, 2009

"There's always room for your hand in mine"
como se precisasses ou quisesses isso de mim

Estes últimos tempos isto tem estado um pouco ao abandono. Tem sido uma fase algo atabalhoada, com alguns acontecimentos novos, que aos poucos ainda tento interiorizar… acima de tudo, tentar tirar o que de bom têm, em vez de, como de costume, me fazer de mártir ou ver as coisas pelo lado negativo.

Começo pelo mais importante: os meus sobrinhos. Depois de algumas semanas (demasiadas) meio adoentados, parecem estar a recuperar o tempo perdido. Vejo-os normalmente aos domingos, por volta da hora do almoço de família. São uma alegria para a vista, raramente os vejo a chorar (do mesmo já não se podem gabar os pais) e têm sempre um sorriso maroto para reagir às palhaçadas que os adultos fazem à sua frente.
Este domingo que passou, embalei um deles pela primeira vez até adormecer. Depois de tanto espernear e rir no meu colo lá se deixou vencer pelo cansaço e pelo embalo do tio babado. Foi uma coisa que não consigo explicar. A minha mãe diz que, ao contrário do meu pai, tenho jeito para pegar nos bebés.

Por falar em bebés, o meu primo (praticamente cresceu como se fosse um irmão mais velho) foi pai na semana passada, pela primeira vez. Mais um primo para mim… talvez um “sobrinho” mais, quem sabe.
Entretanto prepara-se o casamento de um bom amigo meu com uma boa amiga minha. Gente excelente que certamente saberão fazer-se felizes um ao outro. Disso não tenho duvida.

E em pouco espaço de tempo recebi outro convite de casamento, de um bom velho amigo de infância. Já se sabia que ia casar, mas o convite chegou agora (a horas, claro). Outro casal que também tenho a certeza que vai ser feliz.

Não deixo de pensar em todas estas boas noticias, a ver as pessoas que me rodeiam a seguir os seus caminhos, a ver famílias a aumentarem no meio de alegria. E fico agradecido por estes momentos que me permitem saborear. Fico feliz por eles. Imensamente feliz por eles.


Não quero parecer egoísta, nem que pensem que tenho ciumes da felicidade dos outros (ainda por cima, tratando-se de quem eu quero bem).
O meu mal é ter espelhos em casa e olhar para mim… e não conseguir parar de fazer balanços sobre mim, colocando nos pratos da balança o pouco que sou e tudo o que não sou, o pouco que fiz e tudo o que não fiz… e os pratos da balança penderem insistentemente para o lado que não se deseja a ninguém…
…e não consigo deixar de pensar se algum dia conseguirei ser mesmo alguém.




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