segunda-feira, agosto 07, 2006

Noites em claro, está claro!


Se arrependimento matasse... arrependo-me de certas coisas que fiz e de outras que deixei de fazer.
Arrependo-me de não te ter telefonado esta noite a perguntar-te se podia passar a noite contigo.
Se era para passar a noite acordado, então que fosse na tua companhia que faz com que todos os segundos valham a pena.
Se era para passar a noite toda a ouvir alguma coisa, então que fosse a melodia da tua voz que faz com que o mundo se feche ali à nossa volta, sem que nada mais tenha importância.
Se era para passar toda a noite a procurar ver alguma coisa, então que fosse à procura de um sinal de prazer e satisfação no teu olhar.
Se fosse para ser tocado por outro ser, então que esse ser fosses tu, e que esse toque fosse o teu toque mágico que me arrepia a pele e dá asas à minha imaginação.
Se fosse para passar a noite em claro num quarto quente, então que esse quarto fosse o teu, onde sei que fazes todos os possíveis para que os malditos mosquitos não entrem.

No entanto passei a noite acordado, sozinho no meu quarto quente a ouvir o zumbido de um mosquito maldito que eu não conseguia encontrar de maneira nenhuma, para no fim ser picado pelo mesmo, depois de eu sucumbir ao cansaço.

Post scriptum: com o nascer do Sol desisti de tentar encontrar o maldito mosquito, que a estas horas vive feliz da vida, de barriga cheia à custa de todo o sangue que me surripiou...

Post post Scriptum: como se pode depreender, nenhum ser vivo (à excepção da minha própria pessoa) foi maltratado durante os eventos aqui descritos, nem na feitura deste texto. Portanto a Sociedade Protectora dos Animais pode descansar.




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