sábado, abril 07, 2007

O processo destrutivo natural

Passaram alguns meses desde a ultima vez que me lembro de ter respirado. Talvez uns três meses, nem sei bem. Seria muito ou pouco tempo, para o comum dos seres humanos? Não sei, não faço ideia.
Ao longe, as nuvens negras avolumam-se no horizonte. Parecem chamar por mim com a certeza de um destino certo, que no fundo nem é coisa que sequer exista. À minha volta e sobre a minha cabeça sobrevoam os abutres do costume, as eternas sombras que se alimentam das misérias que permito que me consumam. São essas próprias sombras que me dizem que existe um sol. Dizem que o seu brilho deslumbra qualquer ser que se deixe apanhar desprevenido. Nunca o vi, nunca brilhou para mim. No fundo, praticamente todos os deslumbramentos são criados por nós próprios, sem darmos por isso, e eu... não me lembro da ultima vez que me deslumbrei.
No dia em que esse sol brilhar para mim, logo te digo o quão deslumbrante tu podes ser.




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