quarta-feira, outubro 08, 2008

Se não se perguntar nunca se sabe


…no entanto há perguntas que não se fazem. Seja por serem inconvenientes, seja por já se saber previamente as respostas e as suas consequências (independentemente da pessoa que mais sofre com essas mesmas sequencias).
E eu devia saber isso, principalmente pelo rumo que a conversa estava a tomar. Mas no meio da minha mais extrema estupidez, e apesar de já desconfiar o desfecho da conversa, fiz a pergunta que não devia.

Ouvi a resposta que não queria, ou pelo menos, uma resposta que só me leva a concluir que a resposta tem o significado que eu preferia que não tivesse. E agora quem tem de conviver com essa pergunta e consequente resposta (indirecta), senão eu mesmo…? Pois, eu e apenas eu. E ainda bem que é assim.
Por isso não te peço desculpa por te ter perguntado o que não devia. Por isso não te peço desculpa por estar aqui, a ocupar este espaço que não me pertence, nem por ter tentado ocupar um outro espaço que nunca me deixarás ocupar.
Se há alguém a quem deveria pedir desculpa de alguma coisa é a mim mesmo, porque apenas eu estou nesta posição. Visto que sou apenas eu quem sofre as consequências de uma infame pergunta que não deveria ter visto a luz do dia.

E é o que faço, peço desculpa a mim mesmo… o que não implica que, depois de tantos anos a acumular alguma sabedoria sobre o assunto, me consiga perdoar.




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