terça-feira, novembro 28, 2006

Foi voce que pediu...?

Bem, a minha amiga Tânia pediu-me para escrever um texto sobre ela. Provavelmente não me vai voltar a falar depois disto, mas paciencia, temos de viver com as consequencias dos nossos actos (esta era a brincar). Se calhar o texto até nem tem muito a ver com a realidade, mas enfim... cá vai disto.


Parece que a grande maioria das pessoas tem a "mania" de não se valorizar o suficiente, ou pelo menos o quanto deviam, tendo em conta as evidencias, e preferem inconscientemente apresentar-se como menos do que realmente são. À primeira vista podia pensar-se isso de ti, mas não se poderia estar mais enganado, porque não o fazes com essa intenção. Vim a perceber isso há pouco tempo, mais nas ultimas semanas.
Quando mal te conhecia tinhas a tua aura envolta num manto de defesas intransponiveis, podia até chegar-se a confundir com alguma dureza, um ser rude e inatingivel onde, invariavelmente, pouca gente conseguia ganhar acesso a passar para o lado de dentro das tuas defesas.
Quando te dás a conhecer tudo muda de figura. A força que demonstras por um lado é o reverso da medalha de uma fragilidade que poucas pessoas conseguem entender ou aperceber-se que existe. E no entanto a insegurança, a duvida percorre-te como ao comum dos mortais, umas vezes mais, outras vezes menos, ligadas à corrente por paixões vividas e sentidas como se o mundo estivesse para acabar.

Por vezes, sem dizeres nada, pareces pedir-me o impossivel, mesmo para um reles amigo, como eu sou. Não porque possas pedir demais, mas porque não sei como reagir ou como estar à altura da situação. Acontece assim, quanto te vejo triste e não sei como te possa ajudar a derrotar os demónios que te atormentam de tempos a tempos.
Nem chego a saber como o fazes.
Ao sol vais buscar a energia que se deixa transportar nos seus raios para irem de encontro a ti, mas alimentas-te da lua como se fosse o fruto material que acaba com todas as fomes. A ela contas os teus segredos e anseios, fazes dela irmã e mãe, conselheira e confidente. Ouves os seus conselhos com o coração nas mãos, e bebes na sua milenar existencia os ensinamentos que afinal de contas estão dentro de ti e em mais nenhum lugar. Juntas em ti as forças de todos os elementos: a eterna descoberta dos pés na terra, mantendo o sonho a voar pelo ar, a frescura da água com que lavas o corpo e a alma e a fogosidade impetuosa do fogo que manténs a aquecer-te a chama da paixão; e guardas tudo num lindo embrulho enfeitado com um sorriso de criança traquina e um olhar que transporta sentimentos e desejos e sonhos sonhados, pronta a oferecê-los a quem o mereça.

Quer queiras, quer não, a tua silhueta leva ao desejo lascivo de muito homem, porque foste agraciada com formas e curvas e feições que preenchem muitos sonhos desses seres que, por norma, procuram mais a aparencia que os sentimentos, sem pensar que por trás dessas curvas insinuantes está uma mulher com ideias e ideais fortes, de caracter e sempre pronta a defende-los, quase como quem defende a própria vida. De quem é afortunada (ou condenada) por saber que o belo não tem obrigatoriamente de se sentir com os olhos, mas acima de tudo com o coração, com um abraço que seja, mas com um corpo inteiro. Curiosamente, é isso mesmo que a maioria dos seres humanos não estão dispostos ou preparados para tentar descobrir, o belo para lá da aparencia. E quando se juntam as duas coisas, raramente se procura para lá do que os olhos deixam ver. É a isso que acho que estás condenada, a juntar essas duas coisas numa só pessoa, em ti.
Ama sem deixar de temer, mas ciente que um dia serás recompensada por não desistir do amor.
Vive sem deixar de sonhar, fazendo de cada dia uma luta por torná-los realidade.
Mas acima de tudo sente. Nunca deixes de sentir o mundo como só tu já mostraste ser-se capaz de sentir.
Sente e faz o mundo em teu redor aprender a sentir.





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