quinta-feira, maio 10, 2007

Há coisas de que não gosto... mas também há coisas que detesto

Aqui me deixo ficar à distancia, apenas a olhar para essa porta do paraíso... a tua janela. Essa janela inalcançavel, qual Olimpo criado pelos deuses, para admirarem a beleza que te torna maravilha do mundo. Onde o Universo pode ser visto num só céu de meia-noite para te oferecer as constelações todas de uma só vez e de onde as mentes navegam livres ao sabor das brisas que viajam por todo o mundo. Onde a vista permite ir além do que qualquer homem alguma vez ousou sonhar e as paisagens vão desfilando de tempos a tempos, só para te mostrar como o mundo pode ser à tua imagem – belo, lindo de tirar a respiração.
A tua janela... esse parapeito onde pousas os braços quando o sol te vem oferecer os primeiros raios de luz do dia e, nas noites mais quentes, uma lua cheia te dedica serenatas ao sabor dos nectares divinos e de paixões retumbantes e incontrolaveis.
Essa tua janela que tem o privilégio de te admirar ali, estendida sobre uma cama que se recusa a clamar por mim, onde todas as noites repousas qual bela adormecida à espera do meu beijo salvador – heresia minha, ousar pensar que tal coisa pudesse estar destinada a mim.
Essa tua janela... fronteira entre o inferno e o paraíso.
Essa tua janela... que me mantém a arder, aqui... do lado de fora do mundo perdido.




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