sábado, julho 21, 2007

Piazza Grande


Para quem não sabe, há coisa de 3 anos fui passar uma semana no sul de Itália. Mais concretamente na provincia de Basilicata-Sur. Uma viagem que adorei (foi em trabalho, mas não teve praticamente nada de trabalhoso). Lembrei-me disto talvez por ser altura da Concentração das Motas, cá em Faro, e o meu desejo era estar bem longe daqui, como costumava fazer, noutros anos. Mas infelizmente estou cá, e tenho de aturar a barulheira das motas, a arrogancia de alguns motards que se acham donos do mundo só porque se realiza aqui uma concentração de motas, já para não falar do que se passa nas estradas, nesta altura.
Foi nessa viagem a Italia que fiquei a conhecer esta musica, cantada na altura por um coro (com algumas italianas bem engraçadas, tenho de admitir) no jantar de recepção no primeiro dia da nossa estadia por aquelas terras. Devo também acrescentar que soou lindamente, muito bem cantada.
A musica chama-se Piazza Grande, e a versão que se pode encontrar ali no botão do lado direito, onde diz play, é de Lucio Dalla e penso que foi gravada em 1971 (disto não tenho a certeza).
Aqui fica a letra, tambem. Apesar dos meus parcos conhecimentos da lingua italiana, fico com a ideia de se tratar de um sem-abrigo a falar sobre a sua vida e o que se passa em seu redor, na praça central da cidade que lhe serve de casa.


Santi che pagano il mio pranzo non ce n'è
sulle panchine in Piazza Grande,
ma quando ho fame di mercanti come me qui non ce n'è.

Dormo sull'erba e ho molti amici intorno a me,
gli innamorati in Piazza Grande,
dei loro guai dei loro amori tutto so, sbagliati e no.

A modo mio avrei bisogno di carezze anch'io.
A modo mio avrei bisogno di sognare anch'io.

Una famiglia vera e propria non ce l'ho
e la mia casa è Piazza Grande,
a chi mi crede prendo amore e amore do, quanto ne ho.

Con me di donne generose non ce n'è,
rubo l'amore in Piazza Grande,
e meno male che briganti come me qui non ce n'è.

A modo mio avrei bisogno di carezze anch'io.
Avrei bisogno di pregare Dio.
Ma la mia vita non la cambierò mai mai,
a modo mio quel che sono l'ho voluto io

Lenzuola bianche per coprirci non ne ho
sotto le stelle in Piazza Grande,
e se la vita non ha sogni io li ho e te li do.

E se non ci sarà più gente come me
voglio morire in Piazza Grande,
tra i gatti che non han padrone come me attorno a me

(Piazza Grande, Lucio Dalla)




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