sábado, agosto 26, 2006

(n.d.r.)

Dois dias de retiro espiritual e acima de tudo mental. Andei por aí sem dar cavaco a nada do que fazia (faço) normalmente. Pensar enquanto se conduz ajuda bastante. Pelas auto-estradas, pela costa vicentina ou pelas estradas alentejanas, despojadas de veiculos que obriguem a fazer grandes manobras que sejam. Quase sem ligar à paisagem e sem tirar fotografias que normalmente tiraria. Só a pensar, a por as ideias no lugar em que elas deviam sempre estar. E dentro das quatro paredes do meu quarto obscuro não conseguiria ter o raciocinio clarividente para ver as coisas como elas realmente são, não teria a lucidez que me estava a faltar em certos momentos em que socumbia à fraqueza. Sem MSN, blog, e-mails.
Quando voltei a ver o blog (esta madrugada) encontrei uns comentários interessantes e com algumas (talvez muitas) ideias a levar em linha de conta, mas com uma ou outra que é imerecida, mas que não levo a mal porque sei que não o fazem com qualquer maldade. Respondi na propria caixa de comentários, mas como as pessoas não são obrigadas a irem ver caixas de comentários anteriores, transcrevo aqui a minha resposta a essas pessoas que perderam algum tempo para "falarem" comigo através da caixa de comentários.


Talvez seja à hora errada, mas depois de dois dias sem querer olhar para o blog para não ver as parvoices que tinha escrito numa altura em que fui um bocado mais duro comigo próprio do que se calhar devia, deparo-me com alguns comentários que merecem alguns esclarecimentos, para que não passe a ideia errada sinto mesmo que tenho de responder.

Vasco, “vizinho”...
por vezes acho que é um bocado egoismo, sim, querer alguem assim tanto sem ter a minima ideia se teria ou não capacidade para a fazer minimamente feliz. Porque ao querê-la assim para mim faço-o pela minha própria felicidade sem saber se a faria feliz a ela. Também te digo, e neste caso falo exclusivamente em meu nome (com a esperança que os meus amigos não levem a mal), a maioria das vezes a amizade consegue sobrepor-se a tudo, e é o que me acontece a maioria do tempo que estou com eles. Mas depois há momentos em que “só” a amizade não parece ser suficiente, e os amigos não nos conseguem dar esses momentos especiais que só se conseguem ter na companhia de alguem ainda mais especial, alguem mais que “simples” amigo. E aí não consigo pensar em mais nada nem ninguem.

Inha,
eu sei que com sentimentos não se brinca e não é disso que se trata. Também te garanto que não é o caso de ela não me merecer. Ela merece tudo o que há de mais lindo neste mundo, talvez seja por isso é que eu não a mereça. Franqueza é sempre bem vinda tal como as tuas visitas (e de toda a gente até hoje), mesmo que seja necessário fazer um ou outro esclarecimento (para não ficarem a pensar mal de ninguem a não ser de mim próprio).

Dudu,
ela sabe, e duvidas não há... pelo menos para ela, que eu ainda tenho de me habituar à ideia (senão estes ultimos textos não teriam existido). Talvez demore algum tempo, mas vou fazer todos os possiveis para seguir em frente, sem mais “incidentes” destes.

Ana,
eu sei isso tudo, Ana. Nunca na minha cabeça passou a ideia de pensar pior sobre ela e provavelmente nunca passará. O problema talvez seja eu "já ter os sentimentos bem definidos" e identificados por ela, que por vezes custa um bocado não pensar nisso e acabo por fazer asneiras.

Não sei, talvez aquilo que realmente me chateia é ela estar apaixonada por alguem que não sabe dar o valor que ela realmente tem e que é imenso, quase insultuoso para o comum mortal. Ou talvez seja o facto de no dia em que ela decidir esquece-lo, ter ficado a ideia de que eu nunca seria uma 2ª, 3ª, 4ª ou 5ª hipotese. Quase ficou a ideia de que se só sobrasse à face da terra eu e ela, provavelmente ela pensaria duas ou três vezes e acabasse por não me “escolher”...

Ela continua a ser a mulher espectacular que sempre foi, que sempre mostrou ser, mesmo antes da primeira vez que tive a felicidade de partilhar uma mesa com ela e mostrar interesse no livro que ela lia – apesar da minha louvavel ignorancia sobre muita coisa relativa a leitura e àquele livro em particular.

Às pessoas que lêem o que escrevo (escrevi) só posso pedir que não a julguem ou pensem mal dela, porque ela não tem culpa de nada, porque ela é mesmo uma pessoa espectacular. Cada vez que a vejo é apenas a confirmação dessa ideia.




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